E o Candangão 2018 que não chega logo…

… Até chegar a hora do apito inicial do Candangão 2018 serão longos oitenta e tantos dias. Confesso que estou com saudade de ver nossos clubes competindo e se competindo. Não nego e nem preciso negar: venero o Candangão!

Nos últimos dias, por oficio da profissão, tive que abordar aqui algumas questões relacionadas ao futebol do DF. Assuntos do tipo que sempre me deixam muito decepcionado. As constantes repetições de lambanças, acusações, briga de egos e tantas outras mazelas só fazem mal ao futebol brasiliense. No entanto, são coisas que infelizmente ainda acontecem por aqui e precisam ser noticiadas ou comentadas.

Mas é de futebol que gosto de abordar. Bom mesmo é debater sobre as possibilidades de cada time, os mistérios dos treinadores para escalar as equipes, as táticas de cada time e a expectativa das torcidas. Bom mesmo é quando a bola rola.

Nesses 84 dias que faltam para o Candangão começar o assunto de maior destaque será a formação das equipes. Naturalmente, as equipes mais badaladas como Gama, Brasiliense, Ceilândia, Real e Luziânia são as que ganham mais espaço nos veículos de comunicação e na boca dos torcedores. Consequentemente, é dessas equipes a responsabilidade de apresentar aquele algo a mais ao longo da competição. Dizem que só se espera mais de quem tem mais a oferecer. Essa regra se aplica perfeitamente a essas equipes.

Ainda é cedo para fazer projeções. Mas não é difícil de apontar umas três ou quatro equipes que certamente estarão alguns passos adiante em comparação às demais. Penso que o Brasiliense vai enxergar os outros 11 clubes pelo retrovisor. Nem é necessário de muita explicação para justificar essa expectativa. Falando em Brasiliense, a equipe do jovem e talentoso treinador Rafael Toledo se apresentará dia 1º de novembro próximo. O plantel estará recheado de jogadores conhecidos e de muita qualidade para os padrões do futebol local.

Também não há quem se atreva a dizer que o Gama não será protagonista. Ainda que a diretoria continue patinando fora das quatro linhas, o Gama é o Gama. O elenco divulgado até agora é pouco empolgante, salvo raras exceções, como é o caso do volante Robston. A meu ver, ele será extremamente importante para um Gama com saúde financeira debilitada. Se faltar qualidade técnica, o Gama vai precisa se superar na raça. E raça é a principal marca do Robston.

E o que dizer do Ceilândia, que mais uma vez será comandando por Adelson de Almeida? Já são mais de 200 partidas sob o comando daquele que para mim é o melhor técnico formado no âmbito do futebol do DF. O reforço principal do Gato não entrará em campo. O velho e bom Dimba retornou ao clube para ocupar o cargo de Diretor de Futebol. Se ele vai dar certo, isso só o tempo dirá. Mas ninguém poderá dizer que ele não entende do assunto. Não custa lembrar que na atual década o Ceilândia disputou três finais do Candangão e ganhou duas.

O Luziânia, apesar da projeção que alcançou nesta década, será uma incógnita em 2018. É importante lembrar que nos últimos cinco anos o azulino foi presidido por Daniel Vasconcelos, atual presidente da Federação de Futebol. Sem Daniel no comando, resta saber como será esse renovado Luziânia. Atualmente, o clube é presidido por Fábio Silva, com chancela do competente Wander Machado. Também não custa lembrar que o Luziânia é bicampeão do Candangão. A história sempre conta.

Dentro do pelotão de possíveis postulantes ao título, me arrisco a inserir mais três equipes com potencial para chegar com boas possibilidades: Real, Sobradinho e Paracatu. O Real tem por trás uma boa estrutura física/financeira, algo raro por aqui. Resta saber se isso fará a diferença dentro de campo. O Sobradinho, por sua vez, tem no comando o experiente Túlio Lustosa. Se existe uma equipe que precisa dar um impulso no cenário local, esse time é o Sobradinho. Já se passaram alguns anos desde o bicampeonato de 1985 e 1986. De lá para cá, o Leão foi apenas coadjuvante. Tá na hora de voltar a ser protagonista. Mas, querer todos querem. É preciso saber e querer fazer acontecer. Quem sabe o Túlio consiga fazer o Leão rugir mais algo em 2018. Por fim, o Paracatu já provou que não vem a Brasília para passear. O time mineiro tem crescido e a tendência é que incomode bastante em 2018. É bom não duvidar dos mineiros. Se der espaço, devagarinho eles chegam lá.

Quanto aos demais times, sinceramente, não os vejo lutando por título. Santa Maria, Paranoá, Formosa, Samambaia e Bolamense devem ter bastante dificuldade. O campeonato deles, com o devido respeito que merecem, é para evirar o rebaixamento.

A melhor coisa a se fazer nesses mais de dois meses que faltam é esperar a bola rolar. Normalmente, quando a bola rola, muitas projeções caem por terra. É por isso que o futebol é apaixonante.

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