FELIZ DIA DO JORNALISTA

Modéstia à parte, eu até sei fazer muitas outras coisas. Mas, sinceramente, uma das profissões que mais me dão prazer é ser jornalista. É incrível ver tudo se renovar a cada instante. E tudo é motivo de aprendizado. Dentre tantos aprendizados, a gente aprende a ter o dom de persuadir, de seduzir e de não ter medo de nada nem de ninguém. Ser jornalista é aventurar-se no desconhecido, sem fazer ideia que caminho irá nos levar. É desvendar todos os mistérios e ainda sair com perguntas sem respostas. É duvidar até da própria sombra para não ver esgotadas todas as dúvidas sobre um determinado fato. É saber confiar desconfiando. É ter um pé sempre atrás e aquela pulguinha atrás da orelha.

Assim como em qualquer profissão, há jornalistas muito bons e jornalistas menos capacitados. Sem perder a essência da profissão, cada um tem sua maneira particular de atuar e de agir. Mas, apesar de sermos diferentes, somos muito parecidos em quase tudo. Normalmente, procuramos onde ninguém pensou. E pensamos onde ninguém procurou. Saber a hora certa se falar e o exato momento de exercitar o poder do silencia são alguns dos nossos principais dons.

Nossa principal arma é a caneta. Com ela, desconhecemos o perigo. Aliás, fazemos do perigo um componente a mais para alcançar o objetivo. Ser jornalista é não baixar a cabeça para cara feia e dedo em riste. É não esmorecer diante dos nãos. É estar no Quarto Poder, sabendo que ele pode ser mais importante do que todos os outros três juntos. Alguém duvida disso?

Dá um tesão danado perseguir implacavelmente as respostas. Ser jornalista é mergulhar em um mar de incertezas cuja profundidade desconhecemos. E é melhor que seja assim mesmo. É cruzar dados e confrontar declarações. É lidar o tempo todo com pressão sem se sentir pressionado. É deixar sentimentos de lado e botar o cérebro na frente do coração. É ser o ponto de equilíbrio entre a razão e a emoção. Ser jornalista é acima de tudo saber ouvir. É ter curiosidade sem limite. É ter o sexto sentido mais apurado do que todos os outros. Ser jornalista é tudo isso e uma infinidade de muitas outras coisas.

É ser um pouco de tudo. É perigoso. É desafiador. É prazeroso. Ser jornalista é ignorar o limite, desde que estejamos sempre pautados na ética e fielmente comprometidos com a verdade.

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