Que a verdade apareça

O blog não vai entrar no mérito da questão, mas aqui vai a nossa opinião sobre os últimos fatos ocorridos nos bastidores do futebol de Brasília.

Pois bem!

A mentira jamais pode vencer a verdade. Esta máxima deveria ser regra intocável em todos os segmentos da sociedade. Mas, lamentavelmente, não é o que se nota em alguns casos relacionados ao futebol de Brasília. É bom que se diga que isto não é de hoje. Mudam-se algumas pessoas, mas o nosso futebol continua a ser vergonha alheia.

Uma importância que supera a casa dos R$ 300 mil não é coisa pouca para que faltem explicações cabais sobre o destino dela. Ainda mais em um universo (futebol local) onde quantia similar é privilégio de poucos.

De um lado há afirmações dando conta de que uma grande parcela (R$ 200 mil) do referido valor foi destinada ao Ceilândia, mas, pelo que consta, não há recibo. Existe apenas comprovante de transferência de metade do valor. Os outros R$ 100 mil teriam sido entregues em espécie ao presidente do Ceilândia, mas, pasmem, inexiste recibo. De outro lado, o Ceilândia não confirma o recebimento. Quem está faltando com a verdade? Ou há uma terceira versão que ainda não veio à tona?

Ainda não está esclarecido se esse valor (ou parte dele) destinado ao Ceilândia é referente a um pedido de antecipação de pagamento de cota de televisão, ou se a quantia foi emprestada pela CBF à FFDF, que por sua vez emprestou e/ou doou ao Ceilândia. Enfim, a conta não está fechando.

O fato é que a situação pede apuração rigorosa, acompanhada de punição exemplar a quem eventualmente tenha cometido ato ilícito. Tudo deve ser feito com transparência e responsabilidade, para que não haja condenação antecipada. Quem não deve, não teme. Por outro lado, cabe a quem acusa o ônus da prova. O que não poderia acontecer é exatamente o que já está acontecendo: misturar uma coisa tão séria como essa com politicagem. Não é momento para oportunismo. É hora de esclarecimentos.

Se o que se defende é a verdade, que ela venha com a transparência e a responsabilização que o caso requer. Doa a quem doer.

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